Já perdi a conta de quantas newsletters comecei nesta vida. Variei temas, mudei formatos, testei horários, e nada de encontrar o que eu queria. Ficava frustrado e desistia. O que estava errado?

Uma hora tive um estalo: o problema estava na pressão que eu colocava para seguir o padrão marketeiro no qual estava acostumado a operar. Por trabalhar com marketing de produtos há 10 anos, eu achava que precisava começar por um nicho, ter um formato específico e uma periodicidade estipulada.

Não estou dizendo que essas estratégias não funcionam. Longe de mim. Inclusive, é mais garantido de ter bons resultados de audiência ao começar por um nicho, se tornar uma autoridade reconhecida pela sua produção de conteúdo e, só assim, expandir sua criação para outros temas.

Percebi que, com toda a certeza, não funciona para mim.

Eu amo pesquisar sobre temas totalmente desconexos. Me divirto ao tentar fazer sinapses entre assuntos aparentemente distantes e antagônicos. Realmente adoro escrever sobre o que me espanta e impressiona.

Faço isso sem seguir nenhuma estrutura. Deixo a curiosidade me guiar.

Por exemplo, quem analisar minhas anotações pessoais, pode encontrar um pouco sobre:

Toda minha pesquisa é motivada por um desejo super egoísta: o de ir dormir me sentindo mais inteligente do que quando acordei.

Não carrego nenhuma culpa. E ao ler o que escrevo, talvez eu ajude você a se sentir da mesma forma. Alguém sai perdendo com isso? Sejamos mais inteligentes a cada dia! (nem que seja só na nossa imaginação 😂)

Mas então: por que, de novo, uma newsletter?

Pelo simples fato de que, assim, eu consigo me comunicar diretamente com você. Sua resposta cai direto na minha caixa de entrada, e mais conversas acontecem. Mais sinapses ocorrem. Isso é alimento para minha alma.

Uai, e não terá formato específico, nem dia certo para sair e nem temas determinados previamente?

Exatamente.

Posso passar meses sem enviar nenhuma novidade. Ou posso fazer uma série diária de envios por uma semana seguida. Tudo dependerá dos assuntos que eu for abordar, e da forma que eu escolher apresentá-los a você.

A única coisa que eu peço é: confie em mim.

Meu objetivo é compartilhar com você um pouco de como eu exploro o mundo e suas belezas. Colocar em texto as sinapses que meu cérebro faz. Dividir quais são minhas referências. Como disse: quero que a gente vá dormir mais inteligente do que quando acordamos.